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Naufrágio de lancha no Amazonas completa dois meses e buscas por desaparecidos continuam

Naufrágio de lancha deixa 2 mortos e 7 desaparecidos em Manaus O naufrágio da lancha Lima de Abreu XV completou dois meses nesta segunda-feira (13) e as busca...

Naufrágio de lancha no Amazonas completa dois meses e buscas por desaparecidos continuam
Naufrágio de lancha no Amazonas completa dois meses e buscas por desaparecidos continuam (Foto: Reprodução)

Naufrágio de lancha deixa 2 mortos e 7 desaparecidos em Manaus O naufrágio da lancha Lima de Abreu XV completou dois meses nesta segunda-feira (13) e as buscas pelos cinco desaparecidos continuam por tempo indeterminado, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Desde o dia 20 de março, os trabalhos passaram a ocorrer de forma intermitente, sendo realizados duas vezes por semana. Mesmo com a mudança, as equipes seguem utilizando drones, embarcações e equipamentos de sonar, que permitem a leitura do leito do rio, na tentativa de localizar as vítimas. Durante o período de atuação contínua, ocorrido entre 13 de fevereiro e 19 de março, familiares dos desaparecidos acompanharam de perto o trabalho dos militares. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo os bombeiros, os familiares foram informados sobre a nova dinâmica das buscas e continuam recebendo orientações do comando da operação. O naufrágio A lancha, da empresa Lima de Abreu Navegações, saiu de Manaus por volta das 12h30. Durante a viagem, a embarcação naufragou nas proximidades do Encontro das Águas, região onde os rios Negro e Solimões se encontram. Vídeos gravados por passageiros mostram pessoas, incluindo crianças, à deriva na água, muitas usando coletes salva-vidas ou apoiadas em botes enquanto aguardavam socorro. As causas do acidente não foram divulgadas oficialmente e seguem sob investigação. Logo após o acidente, parte dos passageiros foi socorrida por embarcações que navegavam pela região. Em seguida, uma operação de resgate foi montada. Passageiros ficam à deriva após embarcação naufragar no Encontro das Águas em Manaus Reprodução/Redes Sociais Um dos episódios que mais chamou atenção durante o resgate foi o salvamento de um bebê prematuro de apenas cinco dias de vida colocado dentro de um cooler. Para evitar que o recém-nascido tivesse contato direto com a água, familiares colocaram a criança dentro do recipiente, que ficou à deriva até ser encontrado por equipes de resgate. A mãe do bebê, que havia viajado a Manaus para dar à luz, também foi salva. Ambos foram levados para atendimento médico. Testemunhas também relataram momentos de tensão antes do naufrágio. Uma passageira afirmou que chegou a alertar o piloto da lancha para reduzir a velocidade por causa do banzeiro, ondas fortes comuns na região do Encontro das Águas. Em um vídeo gravado enquanto estava à deriva, ela relatou que havia pedido para o condutor “ir devagar”. Assista abaixo: Passageira de barco que naufragou no Encontro das Águas em Manaus grava vídeo à deriva Quem são as vítimas Entre as vítimas estão Samila de Souza, de 3 anos, Lara Bianca, de 22 anos e Fernando Grandêz, de 39 anos. Os corpos Samila e Lara foram encontrados horas após o naufrágio. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, Samila chegou a ser levada ao Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste, mas já estava sem vida quando deu entrada na unidade. Ao g1, familiares de Samila informaram que ela havia viajado para Manaus pela primeira vez e retornava para Urucurituba, cidade onde a lancha faria uma parada. Lara Bianca era natural de Nova Olinda do Norte e estudava odontologia em Manaus. Segundo amigos, ela estava prestes a terminar a graduação. O corpo dela foi resgatado e levado ao pelotão fluvial do Corpo de Bombeiros, no Porto de Manaus, e depois encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Já o cantor gospel Fernando Grandêz, de 39 anos, teve o corpo encontrado três dias após o naufrágio durante os trabalhos de busca na região. Ligado à música gospel, Fernando era cantor e costumava participar de eventos religiosos realizados na capital amazonense. As apresentações eram compartilhadas nas redes sociais, quase sempre acompanhadas de legendas onde expressava a fé Piloto é preso O piloto da lancha, Pedro José da Silva Gama se entregou à polícia no início da noite do dia 16 de março. Ele estava foragido há pouco mais de um mês após a tragédia. O piloto se apresentou na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde deve ficar detido. Pedro chegou a ser detido no dia do acidente e levado inicialmente ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Após a confirmação das mortes, foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e liberado após pagar fiança. No dia seguinte, em 14 de fevereiro, a juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto determinou a prisão preventiva de Pedro. A decisão teve como objetivo garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Naufrágio de lancha deixa 2 mortos e 7 desaparecidos em Manaus Jornal Nacional/ Reprodução INFOGRÁFICO - Naufrágio em Manaus g1